Uma vadiagem intelectual da parte de quem não entende de Gestão do Conhecimento
INTRODUÇÃO
Durante muitos milênios, o homem teve sérios problemas para armazenar o conhecimento. Tudo dependia da memória e da transmissão do conhecimento por via da tradição oral.
Com o desenvolvimento da escrita, o problema teórico da armazenagem foi resolvido e restou a questão prática de produzir anotações. Nessa época, o problema era guardar, e não recuperar. Com a criação da imprensa e posteriormente do computador, guardar ficou muito mais fácil e barato.
Diante da velocidade que guardamos informações, quanto mais se guarda, mais difícil passa a ser encontrar o que foi guardado.
Então, como recuperar a informação? O excesso de informação armazenada está criando uma crise na sua recuperação. Este é um grande desafio que a Gestão de Conhecimento tem de lidar.
A INFORMAÇÃO MÉDICA
Tive um quase “acidente cardiovascular”, quando morava nos Estados Unidos. Como resultado, fui parar no Hospital. A informação sobre meu caso era armazenada em formulários, computadores, papéis, etc. O armazenamento era tão primitivo, que o custo para recuperá-la era maior que o custo de gerá-la novamente.
O sistema de gestão do doente coleta e armazena informações demais sem pensar nos mecanismos de recuperação. Dessa forma, acaba tendo que coletar a mesma informação por ser mais barato que tentar recuperá-la.
O MECANISMO DE CONSULTAS DO BANCO MUNDIAL
Após muitas críticas, o Banco Mundial mudou de orientação. Em um projeto, promoveu amplas consultas com pessoas. O grande volume de informações geradas tornou impossível a sua leitura A informação foi guardada.
Na impossibilidade de usar o conhecimento gerado, outras decisões foram tomadas. São dois casos de acesso à informação.
No primeiro, guarda-se mal. Cada vez que se torna necessária a informação, é mais fácil coletá-la novamente. No segundo, há um excesso de informação gerada e guardada, sem uma maneira inteligente de acessá-las. No primeiro caso, há sistemas simples, mas não há vontade política. No segundo, não há impedimentos políticos, mas o problema é tecnicamente intratável. Em ambos os casos, há fórmulas adequadas de guardar e recuperar.
Um especialista escreve um relatório precioso. Um funcionário medíocre escreve um relatório interminável. Um segundo funcionário escreve outro relatório banal. Esses três relatórios são arquivados com milhares de outros. Não há como saber quais são os bons e quais são os inúteis.
Os funcionários adquirem experiências e tudo que sabem, usam para o banco e para o cliente. Mas ele pode se aposentar. Como conseqüência, perde-se sistematicamente os conhecimentos adquiridos.
Quando penso nos desafios dos exemplos acima, chamam atenção as perdas do conhecimento que acontecem longo do caminho. Em nenhum dos casos vi bons mecanismos para lidar com tal problema.
INTRODUÇÃO
Durante muitos milênios, o homem teve sérios problemas para armazenar o conhecimento. Tudo dependia da memória e da transmissão do conhecimento por via da tradição oral.
Com o desenvolvimento da escrita, o problema teórico da armazenagem foi resolvido e restou a questão prática de produzir anotações. Nessa época, o problema era guardar, e não recuperar. Com a criação da imprensa e posteriormente do computador, guardar ficou muito mais fácil e barato.
Diante da velocidade que guardamos informações, quanto mais se guarda, mais difícil passa a ser encontrar o que foi guardado.
Então, como recuperar a informação? O excesso de informação armazenada está criando uma crise na sua recuperação. Este é um grande desafio que a Gestão de Conhecimento tem de lidar.
A INFORMAÇÃO MÉDICA
Tive um quase “acidente cardiovascular”, quando morava nos Estados Unidos. Como resultado, fui parar no Hospital. A informação sobre meu caso era armazenada em formulários, computadores, papéis, etc. O armazenamento era tão primitivo, que o custo para recuperá-la era maior que o custo de gerá-la novamente.
O sistema de gestão do doente coleta e armazena informações demais sem pensar nos mecanismos de recuperação. Dessa forma, acaba tendo que coletar a mesma informação por ser mais barato que tentar recuperá-la.
O MECANISMO DE CONSULTAS DO BANCO MUNDIAL
Após muitas críticas, o Banco Mundial mudou de orientação. Em um projeto, promoveu amplas consultas com pessoas. O grande volume de informações geradas tornou impossível a sua leitura A informação foi guardada.
Na impossibilidade de usar o conhecimento gerado, outras decisões foram tomadas. São dois casos de acesso à informação.
No primeiro, guarda-se mal. Cada vez que se torna necessária a informação, é mais fácil coletá-la novamente. No segundo, há um excesso de informação gerada e guardada, sem uma maneira inteligente de acessá-las. No primeiro caso, há sistemas simples, mas não há vontade política. No segundo, não há impedimentos políticos, mas o problema é tecnicamente intratável. Em ambos os casos, há fórmulas adequadas de guardar e recuperar.
Um especialista escreve um relatório precioso. Um funcionário medíocre escreve um relatório interminável. Um segundo funcionário escreve outro relatório banal. Esses três relatórios são arquivados com milhares de outros. Não há como saber quais são os bons e quais são os inúteis.
Os funcionários adquirem experiências e tudo que sabem, usam para o banco e para o cliente. Mas ele pode se aposentar. Como conseqüência, perde-se sistematicamente os conhecimentos adquiridos.
Quando penso nos desafios dos exemplos acima, chamam atenção as perdas do conhecimento que acontecem longo do caminho. Em nenhum dos casos vi bons mecanismos para lidar com tal problema.
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